sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Crônica de Dr. Rerivaldo Souza Marques

                         












          Palavras: pê por pê



                          (ATENÇÃO: Texto produzido com 750 palavras iniciadas com a letra “P”).
                                
Preliminarmente: peço permissão para palavrear.

Processo Penal. Partes pólo passivo. Protagonistas: Paulo Peralta Pontes Prado, por procuração: Procurador: Plínio Paranhos. Protásio Pacífico Pestana Pafúncio, por procuração: Procurador: Peterson Petrônio. Promotor Público: Pitágoras Prudente Perfeito.
Presidente processual: Pilatos Poderoso Paes Pereira Portela.
Pedrinho: Prova presencial, pedinte praça próxima Poder Público / Palácio.

Posterior preâmbulo, prefácio:
Peterson perguntou: Pedrinho, pedistes para participar? Pelo propósito prestar pronunciamentos pró-processo penal? Pois perquirir, perguntar: Prática para promotores, preclaros procuradores.
Porquanto, precisas participar?
Pedrinho prestativo ponderou: paciência parceiro, pois possuo projeto. Prosseguiu: pretendo presenciar, pois participando posso perfeitamente provocar pedido procedente para Protásio – pessoa pacata. Provavelmente, parar-lhe perseguição.
Portanto, pertinente projetar-me pelo plenário. Pretensão: permanecendo próximo púlpito, prova presente poderei persuadir Paulo para precipitar-se, perder pose, perder processo. Perspectiva plausível. Previu, profetizou, prometeu Pedrinho.

Peterson Petrônio perplexo, pensou, piscou, precavido perguntou: Podes, possivelmente pela palavra, presença, produzir provas produtivas, profícuas, para poupar Protásio Pacífico, portanto, punir Paulo Peralta?
___ Pasme Peterson! Pois posso. Presenciei. Possuo provas.
___ Peterson: puxa! Pedi por provas para: políticos, padres, profetas, pastores, professores, prostitutas. Pleiteei, procurei, persisti. Passei por percalços, peripécias; palmilhei passo por passo, percorri pelo planeta procurando provas. Porém, Pedrinho pobrezinho, pedintão, por perto. Prova presencial. Pensem: porventura Pedrinho produzirá provas preciosas para processo penal, poupando Protásio, pessoa pura? Punindo Paulo, pessoa perversa?
Permitido. Pedrinho pode participar processo penal. Puxa, providenciei prova presente, precisa para Protásio. Palavras proferidas por Peterson Petrônio.

Pedrinho penetrou-se permeio plenário, “pari passu”, postura: personalidade persistente, pertinaz, provocativa, polêmica.
Paulo – petulante, perverso, pilantra, perseguidor, paspalho, percebendo Pedrinho: prova presente, pôs-se pálido. Pensou pensamentos péssimos. Periclitante, Paulo precipitou-se pela porta pulando pelas poltronas, pisando papéis, porteiro, pessoas.
Policarpo, policial presenciando, prevendo pelo pior, propalou: Pare! Pare! Pegou Paulo pelo pescoço, passou-lhe pescotapa. Para polícia: pau pau, pedra pedra.
Pois Paulo pretendia partir, pirulitar-se. Porém, partida precipitada, proibida, perigosa, pretensiosa, prematura. Paulo partindo possibilitaria protelar, procrastinar processo. Porém, Paulo parou. Parou porque policiais prenderam-no. Policiamento positivo.
Pararam Paulo.  Policiais pegaram-no pelo ‘papo’. Pedrinho provoca Paulo, pronunciando: pipocou! Pipocou!

Promotoria Pública, pressionou, preconizando: Perdeu Paulo! Pois Pedrinho possui provas. Pedrinho presenciou!
Paulo percebendo-se praticamente perdido, providencialmente pugnou por pacto para Promotor Pitágoras permitir paralisação processo penal – parlamentando, pleiteou por piedade, perdão, paz. Pediu para paralisar processo. Proposta perdida, prejudicada.
 “Parquet” - pela perplexidade, pela prudência, por precaução, pensativo, pediu prazo para preparar parecer posteriormente. Protelada posição.  Prorrogação permitida.

Pilatos Poderoso Paes Pereira Portela presidente processo, permitiu prazo para partes processuais prestarem petitórios pendentes, por procedimento pragmático. Portanto, postergada prolação. Publicações providenciadas.

Passado prazo:
Pitágoras Prudente Perfeito, perspicaz Promotor Público, proferiu posicionamento. Para Paulo, pivô pendência penal, pelas peculiaridades pessoais, picardias, por periculosidade, pague preço pelas perfídias, pelas presepadas praticadas (provérbio português?), postulou penalidade... prisão. Porque perversidade precisa punição, punibilidade.
Porém para Protásio, proclamou: Protásio passou por problemas penais, pronunciado, processado pelas perseguições, petições pífias, prolixas, perversas, preparadas por Paulo. Portanto, Protásio perseverante, probo, pessoa pura, pode partir.

Procuradores prevenidos produziram, portanto, peças processuais:
Peterson Petrônio, procurador - peticionou propugnando pelo provimento para Protásio. Pediu para Protásio partir. Pleiteou prioridade processual possível.
Plínio Paranhos, procurador pela parte: Paulo - persistiu pedindo penhoradamente prescrição, perdão, paralisação processual.
Passado prazo previsto processualmente. Pedidos protocolizados. Processo perfeito, preparado - pronto para pronunciamento presidencial.

Pilatos Poderoso Paes Pereira Portela, presidindo processo penal, pacientemente pegou pente, penteou-se. Portando paletó preto/petróleo, pano passadinho. Pilatos, pontual, posudo, prolixo, perfeccionista, perfumado. Para prolatar posicionamento, procurou pesquisar plenamente pormenores, princípio probatório, portanto, perfez prolação.
Porém, primeiramente, por prece, pediu proteção para protetores, persignou-se pausadamente, prolatou:

“Positis”:
Pelos preceitos penais, pesquisei primórdios processuais, perscrutei provas presentes, portanto, proclamo: para Protásio, pessoa pura, polida, pacífica, posiciono-me: pode partir. Porém, Paulo precisa pagar pelo pretérito podre, promíscuo, pernicioso. Para Paulo, pessoa pérfida, pervertida, perseguidora, paranóica, perfil psicopata: prisão perpétua.
Publique-se!

Procurador Plínio, protestou:
Posicionamento “plus petita”, prejudicial para Paulo. Peço providências pelo Pretório.
Paulo pôs-se perturbado. Por pânico, pavor pipi percorreu pelas pernas, pés. Pediu pinico. Pós-perturbação: pasmo, pessimista, prostrado, parado - parecia petrificado. Pensou profundamente: Poxa! Perdi peleja, pendenga. Paulo partiu para provocação, praguejou: Pedrinho pirralho, peste, praga, parasita, plebeu, palhaço!

Policial plantonista, polivalente, previdente, propagou: Paulo, pro pau! Pra penitenciária! Pro pote! Preso patife!

Pedrinho por perto, produzindo piadas, pulando pronuncia: polícia prestativa, preparada, pronta para prender. Prendeu Paulo. Parabéns pelos préstimos prestados pro país. Pedrinho permaneceu provocando Paulo Peralta: prisioneiro, perrengou? Procure psicólogo, psiquiatra, pajé, papa. Pois, perdeu, perdeu!
Pedrinho prosseguiu: Prêmio! Protásio premiado pode partir para praia, pro piquenique, pro Projac, para Paris! Passaporte providenciado, passagens pagas. Porém Paulo... Parta pro... presídio, ‘pianinho’!
Porquanto, prisão perpétua? Protesto! Puts! Pouco, pouco. Pena pequena.

                                Autor: Rerivaldo de Souza Marques.


                                Advogado. Por três mandatos foi presidente da 44ª Subseção da OAB-MG. Conselheiro Seccional da OAB-MG e Membro do Órgão Especial da OAB-MG – 2007 a 2012. Recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Comenda e Medalha “Desembargador Hélio Costa” pela atuação como advogado. Especialista em Direito Processual Contemporâneo pela UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Crônicas de Sonone Luiz

















Sonone Luiz Vilela C. Junqueira

O que é inovar? Mudar conceitos, agregar valores, descartar obsolescências e, por aí afora. Nós, seres humanos, precisamos da inovação, assim como as empresas e os negócios. Inovar não é somente atualizar. Tem um significado de sobrevivência que está associado à competitividade. 
                             
   O atual cenário planetário, resultado de uma competitividade predadora, precisa da inovação saneadora para sua sobrevivência. Mudar focos. Mudar estratégias. Mudar a própria visão da sobrevivência que deixa de ser imediata, para voltar a ser de longo prazo.                            
                                                                            
Inovar é algo fenomenal porque requer sair do lugar comum. Do comodismo. Sair da “zona de conforto” requer uma disciplina e uma forte coragem. Nem sempre é fácil, mas quando “posto em cheque”- desafio, a situação, por obrigação, tem que mudar. É um paradigma da sobrevivência: ou muda ou morre.

Dentro desse raciocínio, na maioria das vezes, a liberdade natural não é compreendida, pois enquanto não há uma restrição dessa liberdade, a coisa continua com sua rotina.                                                                                                               
 Há uma acirrada luta entre o que eu quero (necessidade) e “o que os outros querem para mim” (forçar o consumismo). Isso é um cerceamento de liberdade? Acredito que sim, pois pode estar inibindo a minha oportunidade de escolha daquilo que preciso realmente. Um cerceamento prévio da liberdade.     

  Daí, outra coisa: a sociedade quer liberdade, mas não quer compromisso. O compromisso tem que vir primeiro para que, depois, se possa usufruir da liberdade.                                                                                                                                     
 A inovação tem muito a ver com essa liberdade. Por exemplo: nas escolas, os alunos querem nota, não querem aprender. O aprender, que deveria ser o compromisso do estudante. Não é. Ele, o estudante, em tese e na prática, quer nota e não quer estudar para aprender. 
                                                                                      
  Isso é sério. Não há compromisso e nos induz a ver velhas repetições, sem nenhuma inovação, numa escola morta e inútil, na sua missão de ensinar e promover um desenvolvimento sadio e do bem.    
                                                  
     Não se pode aceitar isso como algo natural. Os compromissos, sendo afetados, afetam as nossas liberdades e todas as propostas de progresso vão ser afetadas, assim como serão afetadas, as competências.         
                                   
  Nós, cidadãos que nos consideramos do bem, estamos acuados em nossos lares e moradias, nas nossas liberdades. Precisamos inovar para sobreviver aos desencantos da política corrupta, das violências pernósticas e abusivas, e, da falta de compromisso que começa na educação. Desde a educação do berço, do trânsito, até à educação ambiental doméstica, que no seu bojo, carrega a contaminação total do ambiente do planeta.

Se não inovarmos a nossa consciência do fazer e não sairmos do comodismo doentio, estaremos marchando para um genocídio geral, levando junto todas as espécies que não humanas.                                                                         
   Muito forte? Não sei! Precisamos acordar e fazer alguma coisa que tenha um significado maior. Vamos pensar nisso e trabalhar para isso!


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Crônicas de Jarbas W. Avelar



FELICIDADE


Engana-se quem acha que pessoas sejam felizes por estarem em lugares famosos e cheios de diversão... Assistir filme, jogo de futebol, peça de teatro, é entretenimento! Terminado o filme, o jogo, a exibição da peça, a sensação de felicidade desaparece porque era apenas divertimento.  

A expectativa de felicidade nos leva a estudar, trabalhar, casar, adquirir bens materiais: carro novo, casa luxuosa, celular de última geração... No entanto, essa expectativa de felicidade é desfeita  pelo filósofo grego Aristóteles, há mais de dois mil anos, com a advertência de que “alcança-se a  felicidade é com o exercício da virtude e não da posse!”.  

Mas, a expectativa de felicidade não se dá por vencida. Ao mesmo tempo em que ela nos convence de que a conquista, em si, é a coisa mais importante do mundo, ela, a expectativa de felicidade, afasta de nós a percepção de que cada conquista provoca em nós necessidade de outra conquista. Consequentemente, ficamos tão somente na expectativa de felicidade. 

Para complicar, no meio desse tiroteio, temos de demonstrar que somos felizes porque ser feliz passou a ser uma obrigação! 

Em virtude dessa obrigação, há pessoas que fazem força demais para dar a impressão de que são felizes e sofrem muito por causa dessa fonte terrível de ansiedade e depressão! “A depressão é o mal dessa sociedade que decidiu ser feliz a todo custo”. Pontificou o escritor francês Pascal Bruckner, no seu livro “ A Euforia Perpétua”. 

A compreensão de que divertimentos e conquistas nada têm a ver com felicidade desperta em nós sentimentos libertadores do condicionamento mental de que felicidade se compra.

“Felicidade é um estágio psicológico passageiro de profunda serenidade íntima e é projetada para evaporar". Escreveu Robert Wright, autor do livro, “O Animal Moral: Psicologia Evolucionária e o Cotidiano”. Segundo ele, "se a alegria que vem após o sexo não acabasse nunca, a espécie animal copularia apenas uma vez na vida!”. 

"Não existe uma fórmula para ser feliz”. Conclusão do pesquisador David Lykken, da Universidade de Minnesota, EUA. 

E, para complicar mais um pouco, os cientistas Martin Seligman, psicólogo da Universidade da Pensilvânia, Mihaly Csikszentmihalyi, pesquisador da Universidade de Chicago e Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, prelecionam: “Para que o homem mova o mundo ele não pode ficar acomodado naquele estágio psicológico de profunda serenidade íntima no qual não se tem vontade de mudar nada. Daí a necessidade de ser infeliz”. 

Essa colocação, aparentemente contraditória, surpreende-nos e nos leva às aulas de Filosofia do Direito, do nosso Curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUCSP, ministradas pelo saudoso Professor André Franco Montoro, então Governador de São Paulo. Com irradiante simpatia, sua marca pessoal, e com seu agradável humor, disse: “Antes de iniciarmos nossos estudos de Filosofia do Direito, devemos nos reportar à Filosofia e, para compreendê-la, imaginamos duas pessoas conversando; uma falando do que não entende e a outra fingindo que está entendendo”.(Rsrs)

Felicidade é na verdade uma ilusão. A sugestão para ser feliz é não se preocupar muito em ser feliz.

Ao compreendermos que divertimentos e conquistas não trazem felicidade, nova orientação vai direcionar nosso comportamento e mudar radicalmente nossa vida para melhor sem nos causar infelicidade.


Jarbas W. Avelar  
 Advogado e Escritor

domingo, 15 de outubro de 2017

Crônicas de Isabel Cristina de Freitas



Eterno renascer

        "É certo, afinal de contas, que neste mundo
nada nos torna necessários
a não ser o amor."
(Johann Goethe)











        "É urgente compreender que a alma é a mais pura manifestação Divina que o ser traz consigo."
        Nas impressões que se delineiam e se entrechocam na caminhada infantil, penso que as crianças se desabrocham por entre os espinhos de uma cruel sociedade, erguida pela insensatez do egoísmo.
        Crianças... Crianças...
        Ricas, pobres, num mundo pobre, num mundo rico, onde as fazem menos ou mais felizes, frente ao poder da ambição, da ganância, da imprudência, do desamor, da desonestidade, da deslealdade, da falta de compromisso humano e familiar, do egoísmo, do egocentrismo...
        Crianças tão puras!...
      Crianças que crescem para a vida vendo e ouvindo contradições, incoerências, desesperos e frustrações contidas, mal resolvidas, entre o caminhar de idas e vindas da vida cotidiana de cada ser.
       Crianças tão puras!...
      Feitas de candura e simplicidade, ouvem bons conselhos, instruções corretas, mas vivenciam maus comportamentos. Feitas para o bem, elas observam a maldade. Vão crescendo, observando, ouvindo, vendo e aprendendo...
        Crianças tão puras!...
       Crianças que desabrocham como flores, entre espinhos, machucadas, assustadas, se desnudam frente às desilusões reveladas pelos entes humanos que as cercam.
        No entrechoque das impressões que as torturam e as escandalizam, sentem as contradições que se deslizam e as desiludem entre o real e o irreal de suas fantasias.
        As crianças se abrem para a vida diante de lições de dores que as destroem. Sem rumo, se perdem por entre caminhos tortuosos que as desencaminham, sem poderem se apoiar naqueles que mais amam...
        Crianças tão puras!...
        Que futuro será esse que lhes esperam? Futuro preparado pela força brutal do egoísmo, pela desarmonia cruel da ambição, pelo materialismo desenfreado, pelo desequilíbrio das emoções internas.
        Crianças tão puras!...
      Revestidas pelas impressões que se entrechocam na imaginação infantil, nas impressões marcadas, nas inteligências, nos corações, na alma; machucadas, ficam com vontade de desabrochar entre as flores, vivenciar a beleza da tonalidade da natureza pura e verdadeira, onde se encontram a caminhar no eterno renascer.


* * * * *
             Autora: Isabel Cristina de Freitas
O amor é o alicerce que dá vida. Pessoa desprovida desse grandioso sentimento se desqualifica, pois equivale a um ser vigente, sem virtude, numa pequenês, deixando-o sem irradiar brilhos naturais, tornando-se desvalorizada diante da grandeza da vida.
Neste aspiral frenético, incontido, penso num trinônimo palpitante de vida: pensar, crer, amar!
O tempo é precioso compasso, nós somos a clave de sol que dá brilho à vida! Ele se faz necessário, presente em todos os momentos vigentes, recomendado em todos os tempos, em todas as idades: pensar, crer, amar!
Quanto parece fácil amar! Quanto é sumamente confortador CRER! Quanto pensar parece tão natural à criatura humana! Ainda se faz necessário considerar o trinômio: pensar, crer, amar!
Nessa geométrica ventura do existir e ser, até as paralelas se encontram no infinito, e os pensamentos como num grito, se convergem entre o sentir e o ser, que nos entorpece de luz e brilho! Globaliza a natureza interativa, através do núcleo vital. Que esplendor e fascinante os raios fátuos que há nesta fusão!...
Sentir é próprio do animal irracional e até das plantas. Porém, pensar é do homem, criatura racional. Refletir e meditar, aprover-se do assunto, conhecer profundamente, viajar dentro de seu âmago, antes de falar, para saber produzir e conduzir o seu bem viver é de suma importância e valor.
Como luz nova para os clarões do pensamento, acima da ciência, seja colocada a fé. Fé simbiótica e paciente. Mas acima de tudo Crer com aquela fé viva, ardente, singela, clara e inabalável.
Ao alcance de todos estará sempre este diadema de ouro onde cintilam estrelas imortais: pensar, crer e amar.
Amar não apenas com amores banais, sem a completa e interativa unificação do eu e você a se completar, dentro da verdadeira essência humana do nosso ego, do nosso superego, nos levando a um amor puro e transcendental.
Eu penso que há de sempre se plantar a sabedoria, entre os homens, do amor, do pensamento e da fé que nos conduz firmemente a crer, para que sempre permaneça vivo e imortal o trinômio em todas as idades, em todos os tempos. Nunca se acabem no vazio das vaidades, pois o tempo não pára... Cumpre alucinadamente seu destino, dia após dia, noite após noite, em uma sequencial rota traçada e cadenciada como se fosse um hino, num acelerado melodiar o espaço sideral... e que nunca se esgotem as forças que nos conduzam ao amor. Será ele o inspirador da verdadeira essência nítida de nossos pensamentos, nos garantindo e inspirando o traçado do verdadeiro caminho da fé que nos leva a crer e realizar, o triunfo da vida, o verdadeiro sentido de ser e viver de cada ser humano no sentindo integral, diante de: pensar, crer e amar!


sábado, 14 de outubro de 2017

Crônicas de Sonone Luiz







Sonone Luiz Vilela Carvalho Junqueira


PONTO DE VISTA


            O ontem é um passado recente, mas é passado. O homem de ontem tinha uma vida melhor e não sabia. Isso é uma assertiva verdadeira? Bem, pode ser! Depende da ótica de análise e essa ótica não mudará o acontecimento passado.
Acredito que isso é interessante, pois o tempo é um recurso imediato. Ou usa ou não usa. Já passou! Quantos recursos perenes nós temos e não usamos? Vários, creio eu.
O homem, independentemente, se de ontem ou se de hoje, é um ser perdulário. Isso posso afirmar. Perde-se tempo em demasia e não usa todos os recursos disponíveis.                                                                                                A questão do progresso e do desenvolvimento passa por aí, pois é o aproveitamento das oportunidades e aproveitamento, sobretudo do tempo disponível ou em potencial, que não se faz.
Nesse caso, o ontem deve ser olhado para perceber as diferenças de evolução e se posicionar adequadamente no sistema. Saber o que se quer e fazer aquilo que se quer. Usar da experiência para reorientar rumos.
Somente a educação (conhecimento) e o gerenciamento dessa educação consegue isso, no meu entender. Então, independente do passado ou do presente, o que interessa é usar a experiência que já se tem para alavancar um futuro de realizações e sucesso.
Esse é o homem focado e consciente daquilo que dispõe para suas transformações pessoais e coletivas.                                                                          
   O momento é de análises diversas e críticas severas com respeito às políticas do conhecimento (educação), como um todo.                                                Interesses diversos. Momentos e experiências novas vivenciadas e conectadas pelos atores principais que somos nós, os cidadãos, mas que nem sempre decidimos.    

                                                                                                                 Convênios, intercâmbios à disposição, mas que de certa forma, obscuros. Não sei! Nós, somos um país independente, mas súdito de economias predadoras. Uma situação que parece cômoda para aqueles pseudos gestores que normalmente decidem.                                                                Fundamentar o conhecimento e gerar esse conhecimento. Depois gerir esse conhecimento. A questão fundamental desse conhecimento é a sua gestão com objetivos reais e concretos para a transformação inteligente da sociedade.
Podem-se ter as melhores ideias transformadoras e redentoras da educação (conhecimento), mas se não forem geridas com competência, não produzirão os resultados necessários.
Se não forem geradas do cidadão para o cidadão e para o bem da coletividade, não servem para nada. Esse é um ponto de vista! 
O tempo é precioso e devemos aproveitá-lo de forma coerente seja de forma pessoal ou coletiva. Precisamos de lideres comprometidos com o bem e que possam representar os interesses do cidadão (nosso), para o cidadão. Tarefa hercúlea, mas não impossível...    

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A TESOURA
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Em1933, lá no século XX, o casal teve sua primeira filha. Moravam na fazenda e lá pelo final da década e início dos anos quarenta, mudaram para a cidade de Ituiutaba-MG. A filha precisava estudar. A mãe e o pai lutavam pela instrução dos filhos que vieram nascendo - cinco no total.                                                           No passado isso só era possível, uma boa educação escolar, lá pela cidade do Prata ou mais para a frente – Araguari, Uberaba ou outras cidades maiores. Agora, Ituiutaba já tinha escolas promissoras. Ficava mais fácil.                 Junto com a mudança, vieram as novidades que sempre chegam e, chegam também mais necessidades. Necessidade de boa apresentação, de boas vestimentas... e por aí afora.                                                                                     A mãe entrou para aprender a arte do corte e da costura. Habilidosa com era, num instante, tornou-se costureira primorosa e, para a família, era a artífice de todas as horas.
·         O pai, quando viu o carinho e a habilidade da mãe de seus filhos, foi lá na “Casa do Valico” e encomendou uma tesoura de qualidade reconhecida e presenteou sua esposa com aquele artefato.
·         Realmente, aquela tesoura ajudou numa série de execuções de partituras primorosas, de confecções de roupas especiais para a família. Foi vestido de formatura da primeira filha; vestidos de casamento; calças diversas para os filhos que foram crescendo e ficando exigentes; Para o marido; Roupinhas para os netos que foram surgindo e as próprias roupas, porque eram da “grife” doméstica e especial.   
·         O tempo, esse deus cronológico implacável, transformou o brilho do aço da tesoura, em um prateadocinzento, que a ferrugem nunca conseguiu atacar e, o carinho com a lima ou pedra de afiar, nãodeixou mutilar suas lâminas que permaneceram perfeitas e ativas.                                                                Vieram netos ,bisnetos, ”tataranetos” e modificações diversas nos costumes e usos da vida e da sociedade. Vieram e atravessaram as ruas da cidade. Entraram pelas casas, assim como o rádio, a televisão, os computadores, os celulares e todo o tipo de modernidade.                                               A tesoura continuou por acompanhar a sua operadora e a “criar” milagres na arte da costura. Veio também a viuvez e a dor da perda de dois filhos – uma difícil adequação para a esposa dedicada e para a mãe amorosa. Mas são os desígnios ditados por Deus. “Temos que compreender”.                                  Quem está vivo tem sempre necessidade de vestimentas. A tesoura continuou a atuar e a distrair sua operadora, das tristezas e mazelas do momento.
·                     A cidade, com certeza cresceu. As ruas se modificaram. De pedras, por pavimentação, surgiu o asfalto moderno. A modesta casa, que quase era de periferia, virou centro. Nada disso impediu a vida de fazer cumprir suas metas, estabelecidas pelo Criador Maior e, o tempo veio passando. No calendário, adentramos ao século XXI, com suas promessas e com suas ameaças.                                                                                                         
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·         A tesoura continuou sua missão: cortar e formatar modelos de roupas para vestimentas ou não. Seja para quem for, seja para qual necessidade imediata. Uma certeza essa tesoura sempre teve – aquela costureira sempre a tratou e a tratava com omaior desvelo e nunca descuidou dos cuidado inerentes e necessários ao bom funcionamento de seus atributos funcionais.                      Veio então, no roldão das modernidades, a explicitação de um antigo hábito  do que parecia ser de uma minoria, em  tese, que desaguou na casa da dona da tesoura. Ladrões! Esses perversos agentes, que na maioria das vezes agem na calada e na surdina, para surrupiar aquilo que a dignidade não lhes deu e que a safadagem urdiu fazer.                                                                            Pois é! Levaram muitas coisas, aproveitando da simplicidade das circunstancias e do oportunismo malfadado de suas intenções. A casa ficou visada. Vieram uma, duas, mais vezes vieram. Os moradores se defenderam –grades, ferragens diversas...                                                                                                      Parecia brincadeira. Não se sabe se eram os mesmos. Nunca eram vistos. Só se via a ausência dos objetos e o estrago gerado.” BO(Boletim de Ocorrência),porque não foi feito? Não adianta! Nunca consegue achar. Se pega o ladrão, a lei solta. Fica pior. Deixa pra lá.”                                                                  Reforçado a segurança, tomado boas providencias mas,”a classe”, deve ter algum outro tipo de proteção. Vieram de novo. Arrombaram a porta e, como não tinham muito o que levar, da modesta vivenda, levaram a tesoura quase centenária, como sua proprietária – vai ver que pensaram que era de prata.               Tempos modernos, velhas práticas pernósticas. E foi então que a centenária proprietária chorou. Chorou quase como chorou pelo marido, pelos filhos. Chorou de tristeza bruta, pois nem mais seu instrumento de distração de todas as dores, tinha mais. O que seria então da vida... Esperava o corte, agora, pela tesoura de Deus...
·         Sonone Luiz




sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Crônicas de José Benedito Zoccoli

 MINEIRÍSSIMO                                                                                                                                                                                                                            
         Prof. José Benedito Zoccoli
                           www.ituiutaba-mineirissimo,blogspot.com.br

 
Dezembro de 1952. No Cine e Teatro Ituiutaba (Cinema do Horta), sito  à Rua 22, entre Avenidas 13 e 15, não houve a sessão de cinema. Foi a sessão solene de formatura dos  26 ginasianos do Instituto 'Marden" , do saudoso diretor Dr. Álvaro Brandão de Andrade.  O orador da turma foi o aluno José Benedito Zoccoli ,  que fez um brilhante discurso, sendo aplaudido por todos. O paraninfo da turma foi o vice-Governador de Minas Gerais, o médico e político do PRM (Partido Republicano Mineiro), Dr. Clóvis Salgado, natural de Leopoldina-MG, casado com a cantora lírica  Lia Salgado. Logo após a solenidade, o Dr. Clóvis Salgado fez um convite para o jovem orador da turma para continuar seus estudos no Curso Científico, no famoso Colégio Caraça,   situado nas montanhas da Serra do Espinhaço, localizado nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara-MG, e,também, próximo  a  Belo Horizonte.
Nos três anos que lá estudou o ituiutabano José Benedito Zoccoli, sempre alcançou o primeiro lugar, em todas as disciplinas, com louvor.
 Em seguida, o vice-governador de Minas Gerais Dr. Clóvis Salgado tomou posse como  Governador do Estado de MG, em 1955, devido ao afastamento do então Governador Juscelino Kubitschek (J.K.), que renunciou ao cargo, para fazer a sua campanha politica , como  candidato à Presidencia da República do Brasil,tendo  sido eleito no final de 1955.
Ao terminar seu curso cientifico no Colégio Caraça,José Benedito Zoccoli foi empossado como secretário particular do governador Dr. Clóvis Salgado, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
Quando o Presidente da República J.K. tomou posse no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, Dr.Clóvis Salgado tomou posse como Ministro da Educação e Cultura. No MEC, também trabalhou José Benedito Zoccoli. Graças o seu pedido  ao  Ministro da Educação, foi construído um novo colégio em Ituiutaba, denominado 'Escola Estadual  Governador Clóvis Salgado',  na gestão do Prefeito Municipal de Ituiutaba, Antonio Souza Martins (Nicota).

Em sua homenagem, foi  construído em Belo Horizonte, o Palácio das Artes, pertencente à Fundação Cultural Clóvis Salgado, na Av. Afonso Pena, no Parque Municipal.



                                        MINEIRÍSSIMO                                                     
    HISTÓRIA DE ITUIUTABA-MG: PERSONALIDADES
                     PRESÍDIO ‘HELENA MARIA DA CONCEIÇÃO’
                                                             PROF. JOSÉ BENEDITO ZOCCOLI
 Durante mais de vinte anos, a ituiutabana dona Helena Maria da Conceição e seu marido, Otaviano Vidigal,  em sua Pensão Na. Sa. Aparecida, situada na Rua 22,  nº  619, entre Avs. 13 e 15, logo após a Eletrozema Ltda., forneceram refeições, em marmitas, aos presos da Cadeia Pública de Ituiutaba, na Rua 18, esquina da Av.9, sendo o prédio de dois andares. O prédio histórico foi sede da primeira Câmara de Vereadores de Ituiutaba, Fórum e, depois, Cadeia Pública. Foi o primeiro sobrado inaugurado em Ituiutaba, em 1882. Mais tarde, foi demolido. Helena Maria da Conceição foi uma servidora estadual, pois recebia seus vencimentos do Governo do Estado de Minas  Gerais.
Em reconhecimento ao seu trabalho, o Governador do Estado de Minas  Gerais.  Helio Garcia, através do Decreto Nº 25.834/86, publicado na Imprensa Oficial “Minas Gerais”, em 07.04.1986, a ‘Cadeia Pública de Ituiutaba’ passou a denominar-se Cadeia Pública  “Helena Maria da Conceição” de Ituiutaba, na Av. Prof. José Vieira de Mendonça.  Justa e merecida homenagem que o Governador de Minas Gerais, Dr. Helio Garcia. prestou à querida empresária de Ituiutaba, conforme placa de bronze, alusiva à denominação, existente na recepção  do  citado presídio.
Na referida Pensão Na. Sa. Aparecida, residiam  vários hospedes mensalistas, por  longo tempo, dentre eles, os jovens: Humberto Theodoro Gomes ( telegrafista e, mais tarde,  Escrivão Criminal);  Manoel Afonso Cancella, recém-chegado de Portugal. Também hospedaram  vários comerciantes,  fazendeiros com suas famílias  e viajantes.
O Governador do Estado de Minas Gerais, Helio de Carvalho Garcia, natural de Santo Antonio do Amparo-MG, nasceu em 16 de março de 1931 e foi governador do Estado de Minas Gerais, em dois períodos distintos: De 1984 a 1987;  e  de 1991 a 1995.
O casal Otaviano Vidigal e Helena Maria da Conceição tiveram três  filhas :  Ocalícia  Vidigal  Castanheira, Maria Vidigal  Morais e Jerônima  Vidigal Zoccoli ; o casal, também, criou três filhos amados: 1. Dorcelina Silva, casada com Antonio Luiz Silva; 2. Lafayette Bittencourt, farmacêutico, casado com Elvira Gentil; 3.  Vasco Bittencourt, alfaiate, casado com Alvina Leite de Oliveira (Dona Nenem).
Várias cidades do Estado de Minas Gerais homenagearam com nomes de personalidades, seus presídios, tais como:
1.      Penitenciária ‘Nelson  Hungria’ – Contagem – MG
2.      Penitenciária ‘Prof. João Pimenta da Veiga’ – Uberlândia – MG
3.      Penitenciária ‘Dr. Manoel Martins Lisboa Jr.’ – Muriaé – MG
4.      Presídio ‘Prof. Jacy de Assis’ – Uberlândia – MG
5.      Presídio “Helena Maria da Conceição” – Ituiutaba-MG
  A Igreja Católica Apostólica Romana, de Ituiutaba, através da ‘Pastoral Carcerária’, faz um brilhante trabalho de assistência religiosa de alto nível,  amor e caridade, junto aos presos.
 APAC – “Associação de Proteção e Assistência aos Condenados” de Ituiutaba, na Av. 21, esquina da rua 38. A sua finalidade é a valorização humana e a reintegração social.
Até o ano de 2002, as cadeias  públicas, presídios e penitenciárias do Estado de Minas Gerais eram subordinados à Secretaria de Estado de Segurança e Defesa, tendo a denominação de Cadeia Pública”Helena Maria da Conceição” – Ituiutaba-MG.
A partir de 2003, passaram-se a ser subordinados à recém-criada  Secretaria de  Estado de Defesa Social (SEDS) do Estado de Minas Gerais, pelo  então Governador do Estado de Minas Gerais, Dr. Aécio Neves da Cunha, passando a denominar-se Presídio “Helena Maria da Conceição” – Ituiutaba-MG.
Até a presente data, nenhum Vereador de Ituiutaba-MG propôs a indicação de denominação de um logradouro, rua, avenida ou praça de Ituiutaba, com o nome da ituiutabana “Helena Maria da Conceição”,em reconhecimento ao seu trabalho de amor ao próximo.
A Avenida  ‘Otaviano Vidigal’ está situada no Bairro Independência – Ituiutaba-MG, por proposição do   ex-vereador Valmir José Fonseca França.
                                                                                                              José Benedito Zoccoli
                                                               .x.x.x.x.x.
MENSAGENS:
1.- “A morte não chega com o fim da vida; mas, sim, com o esquecimento”.
2.- “A morte não é a maior perda da vida; mas, sim, a que morre dentro de nós, no coração, enquanto vivemos”.
3.- “Deus é Amor e aquele que vive no Amor, vive em Deus e Deus vive com ele”.

CINE E TEATRO  ITUIUTABA

                                             "CINEMA DO  HORTA"

 GRANDE HOMENAGEM:

Na festa dos 111 anos de Ituiutaba, em 16.09.2012, nossas saudades dos queridos nomes abaixo citados, pois eles fazem parte da nossa  história:

Ivo Salviano Pinto, Alceu Azambuja, Edmundo Borges  Moraes, Julita e João Garcia Nascimento; Mario e Valquíria Fonseca Calil; Dina, Heleninha e Maria Caixeta; Gertrudes Coelho, Pereira Lisboa,  Dirce Carvalho Mandim, Horácio Paula Siqueira, Nadime Bittar Melo, Sebastião Luiz Mamede, Cícero de Freitas Barros, Moacir ,Milton e Milsa Marchiori; Apolônia Chaves, Pedro Fonseca, Salma Dib Vilela, Odilon e Divina Machado; Carlos Modesto Santos,Alaíde  Barbosa Alves, João Batista Mendes, José Durval e Edson Vilela; Padres João Avi e Lino José Correr; Osmar Barbosa Lacerda, Francelina Reis,Henrique e Roberto Zoccoli (Tio Nenen); João Corrêa Almeida e a queridíssima Salminha Féres

             ITUIUTABA - HISTÓRIA – EDUCAÇÃO – CULTURA – ARTE

  O Cine e Teatro Ituiutaba  pertencia ao Sr.Antonio Manoel Horta, natural de Portugal e foi inaugurado em 1942,com 800 poltronas na platéia e  120 no balcão. Foi construtor, Azarias Cândido de Freitas.
                           Na bilheteria , a bonita e loura jovem Lourdinha Janones. O porteiro João, magrinho, sorridente, recolhia os ingressos. Jorge era o “lanterninha” ou “vagalume”. No escurinho do cinema, ele mostrava  aos atrasadinhos, as poltronas vasias.
                         No palco, uma grande cortina de veludo cor grenat (vinho) ia abrindo aos poucos, anunciando o início da sessão, ao som do gongo que batia as três badaladas,  prefixo musical “Danúbio Azul”,valsa de Johann Strauss.
As grandes produtoras de filmes eram: Columbia, Universal, Warner Bros, 20 Century Fox e Paris Filmes.
                          Assistíamos todos os filmes: E o Vento Levou, Como Era Verde Meu Vale, Casablanca, Gilda, Quo Vadis, Cantando na Chuva, A um Passo da Eternidade, O Manto Sagrado, A Última Vez que vi Paris, A Fonte dos Desejos, Suplício de uma Saudade, Tarde Demais para Esquecer, Suave é a Noite, Melodia Imortal e tantos outros grandes sucessos.
                           Também filmes  faroestes com mocinhos, bandidos e muitos tiros :Os Brutos também Amam,Dólar Furado, Matar ou Morrer. O astro principal era o inesque- cível John Wayne e tinha também o xerife
                           Os filmes nacionais da produtora Atlântida, quase todos de Carlos Manga e Watson Macedo. Os artistas eram: Eliana, Anselmo Duarte, Cyl Farney, José Lewigoy, Fada Santoro, Írma Alvarez, Jaime Costa,  Sônia Mamede, Odete Lara e Norma Benguel.
                           Os filmes de carnaval, conhecidos por “chanchadas”, nos matavam de rir, estrelados por Oscarito, Grande Otelo,Costinha, Renata Fronzi, Zé Trindade, Ronald Golias,  Dercy Gonçalves, Cole, Ankyto e os cantores : Ivon Cury,Adelaide Chiozzo,, el-broto Francisco Carlos, pianista Bené Nunes, Marlene e Emilinha Borba, as duas eternas rainhas do rádio.
                           Jamais iremos esquecer os filmes brasileiros: Esse Mundo é um Pandeiro, Carnaval no Fogo, Carnaval no Gelo, Nem Sansão e nem Dalila e Tristeza do Jeca, com Mazzaropi.
                            Os filmes eram em preto e branco e, mais tarde, coloridos (tecknicolor) e as telas grandes “cinemaScope”
                           As revistas especializadas em notícias de cinema eram: O Cruzeiro, Manchete, Cinelândia, Cena Muda e Carioca.
                           Aos domingos, à noite, no Cinema do Horta, duas sessões,  com filas quilométricas para comprar ingressos. Na primeira sessão, às 19 h, as garotas  desfilavam seus vestidos de gala : Altair (a querida professora Nininha), Zazá, Lola, Florianita, Dilza, Branca, Jupira, Pirassu, Miroca, Inaudy,  Nena, Adila Bertoni, Natália Fratari, Zenaide, Irene Coelho,  Mafalda, Juci, Lenir, Cacilda,Iolanda,Tereza Goulart;  Tereza Barros e dezenas de jovens da alta sociedade. Todo mundo encantava, quando entravam na sala de projeção do  cinema, os namorados:  Dr. Jaime e  Violeta; José Vitor e Hilda; Fiúco e Aparecida; Lince e Terezinha; Romeu Calil e Fádue; Dr.Camilinho e Juracy; Dr.Omar e Julia; e Dr. Darcy e Senhorinha.
                            O Cinema do Horta e Cine Capitólio fecharam.
                           Ituiutaba não tem mais cinemas.
                            Como nos faz falta um cinema (a sétima arte),  templo de cultura e lazer.
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                                              FIM ( THE END)

                                       Prof. José Benedito Zoccoli
                            Advogado – Historiador – Socioterapeuta

Conselho de mestre:
 Há três coisas na vida que nunca voltam atrás:   A flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade PERDIDA..

                                                    


 
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