segunda-feira, 1 de abril de 2019

Crônicas de Regyna Marques









O TRIGO

Desde os tempos arqueológicos o trigo era um alimento importante, se destacando na Palestina, França, Suiça, Egito e trazidas semente para o Brasil.
Mas nesta trajetória a Bíblia sempre destacou o trigo como alimento importante desde 6.700 anos antes de Cristo, e uma jovenzinha camponesa, de família humilde fazia parte de uma família de agricultores que plantavam o trigo para seu sustento em terras da Palestina.
Nesta trajetória reencarnatória muitos fatos aconteceram, a família desapareceu no tempo, mas o trigo se expandiu para o mundo todo, tornando-se um alimento importantíssimo para a humanidade. Do trigo tiram-se as mais diversas iguarias, em destaque o pão de milho que o pai da jovem camponesa produzia para alimentar a sua família e amigos.
Os anos se passaram,décadas centenas de anos, até que no Brasil uma família de pais humildes plantadores de trigo, arroz, trabalhadores de terras onde tudo que se plantava.
Mas esta família formada com quatro filhos resolve vir para a cidade, buscando oportunidades para seus filhos.
Interessante à relação do pão de milho com esta família: O jovem caçula desde muito cedo sempre levava para a irmã mais velha, o sagrado pão de milho, que a sustentava junto a sua filhinha.
Buscando no íntimo da toda história sabe-se que a reencarnação daquele pai, pode-se muito bem estar hoje no século XXI, cuidando dos filhos de sua reencarnação em outras terras repetindo o amor fraternal e os cuidados com a família, pois, na espiritualidade tudo continua de acordo com o merecimento e necessidade evolucional.
A irmã adora pão de milho, e tem eterna gratidão a este ato que faz a diferença para o seu coração de irmã que ama e agradece com preces de amor ao irmão cuidador e amoroso.
Família, elo espiritual e amoroso que evolui para a eternidade.

Regyna Marques
            










MEUS FILHOS, NOSSOS FILHOS


         Há mais de dois mil anos veio ao mundo o Filho do Pai para nos salvar dos pecados, mazelas, doenças, fraquezas, miséria e todos os tipos de malefícios que advêm do coração e do comportamento irracional dos seus irmãos, a humanidade.
         Existe exemplo maior que esta dedicação a sua mãe, a concórdia com a transposição de doação em favor dos irmãos, os semelhantes a ELE?
         Tudo aconteceu contra esta criança que veio até nós, mas jamais deixou de ser o representante da MÃE, jamais A contrariou nesta doação em nome da sua Mãe, ajudando-A a salvar seu filho do pecado e das maldades inerentes do coração ambicioso dos homens sem fé, sem gratidão, imbuídos da materialidade e desejo de poder e riqueza.
         O Filho do Pai viveu todas as perseguições, poderia ter desistido desta ajuda, desta parceria cristã com a sua mãe, mas foi FIEL e justo com aquele que lhe deu a vida como presente para evolução e retorno ao colo da mãe, após cumprir a sua missão como Filho de Deus.
         Hoje não é muito diferente filhos que deveriam obedecer e serem parceiros de seus pais se revoltam contra seus genitores, dando-lhes as costas, abandonando-os ao relento de uma sociedade sem humanidade, revestida de desejos mesquinhos de poder, de riqueza, de aquisição de bens e mais bens como que tudo isto fosse a única porta de salvação e de felicidade.
         Que pena Jesus deu-nos o exemplo de filho bom, justo e amoroso não está sendo reverenciado, aliás, esquecido nos lares enquanto os filhos amorosos como foram criados pela bondade e justiça divina.
Pais abandonados com olhares embaçados pelo tempo, deixam transparecer a dor do coração partido, amor e tristeza pela ingratidão e falta de amor filial que estamos vivenciando neste terceiro milênio de transformação.
         Bença pai, bença mãe, já não existem mais.
         Onde e quando esta transformação de amor aconteceu e o quanto vai modificar os valores familiares?
A vulneral idade dos valores que vivenciamos atualmente mostra o transtorno social da falta de fé, falta de respeito, falta de amor privando as famílias de caracterizar um ambiente de união e amor entre os membros familiares, levando para as ruas, para a sociedade homens de caráter modificado pela sociedade preconceituosa – é tudo ou nada.
         A luta pela sobrevivência é desleal e insultante. O que fazer para valer o berço familiar, fazer a restauração dos sentimentos familiares, como plantar o sentimento de Deus no coração dos seus filhos, meu Deus?
         O medo é a maior questão que aflige as famílias, os filhos  que diante da insegurança se distanciam, não dialogam, não abraçam, não  sorriem e o olhar é arredio como medo de transmitir aos pais a vulnerabilidade que existe nos seus corações.
         O acolhimento familiar é a solução de uma sociedade mais justa, de pais mais amados e protegidos, as palavras e atitudes presentes no dia a dia são exemplos indestrutíveis no convívio pais e filhos, quando o retorno de proteção torna-se mágico sem cobranças, pois, os filhos tornam-se pais dos seus pais quando a velhice acontece, colocando-se à frente deste amor que foi plantado com a presença dos pais ao longo dos anos desde a sua concepção. Esta é e deve ser a atitude filial de acordo com os ensinamentos bíblicos – pai cuida, encaminha, ama, protege, ensina, mostra o caminho e abençoa sempre – o filho respeita, ama, cuida e protege no final do caminhar nesta vida, que é um presente de Deus, relação PAISxFILHOS, uma relação de eterno amor e cuidado.
        





terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Crônicas de Dr. Jarbas W. Avelar

   







NATAL 

O costume de se reunir em família e com amigos para troca de presentes e de saborear farta ceia na noite do Natal são formas de comemorar, em clima festivo, o nascimento de Jesus.

O presépio de palha, com as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José rodeados pelos reis Magos e animais, esculpidos em madeira e barro, foi criado no século XIII por São Francisco de Assis, então, Francisco de Assis, com a intenção de reproduzir, tornando visível o ambiente onde nasceu Jesus, em uma manjedoura. Com a permissão da Igreja, ele o instalou na igreja onde foi celebrada a Missa de Natal. A iniciativa foi coroada de pleno sucesso e se espalhou pela Itália e pelo mundo.

Associada às comemorações natalinas o arcebispo de nome Nicolau foi fonte inspiradora para a criação do mito Papai Noel, o bom velhinho obeso e generoso, de barbas longas e brancas, que persiste até hoje. Ele tinha por hábito deixar moedas na porta das casas de pessoas mais humildes e dedicava especial atenção às crianças carentes. O arcebispo foi sagrado santo, posteriormente, com o título São Nicolau. Com o passar do tempo ele ganhou um dia em sua homenagem, o dia 6 de dezembro; Dia de São Nicolau.

Por ser a Liturgia Cristã produto de muita dedicação, redobrados cuidados e reflexões sob a orientação das Escrituras e da história da Igreja de Jesus Cristo, no século IV, cautelosa, a Igreja delegou aos estudiosos da Doutrina a incumbência de designar uma data para a celebração do natalício de Jesus, tendo em vista a inexistência de registros precisos do dia do Seu nascimento. 

Na época, as relações entre o Império Romano e a Igreja estavam estremecidas porque o Imperador sentia ameaçada sua autoridade junto ao povo, em virtude da sua sistemática evangelização, pela Igreja. Em represália, ele se valia de todo tipo de ardil e chantagem, como a realização de festividades populares promíscuas para manter o povo pagão e cativo a ele. Nesse clima de surda competição, os estudiosos da Doutrina Cristã concluíram que o dia 25 de dezembro seria oportuno para nele ser comemorado o nascimento de Jesus, data da realização daquelas festividades pagãs.

Segundo o Departamento de Teologia da PUCSP-Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, dentre as teorias a respeito do dia do nascimento de Jesus, a mais aceita foi a escolhida pela Igreja, por sugestão dos estudiosos da Doutrina, dia 25 de dezembro, para se contrapor a pervertido evento pagão, de então, visto que a comemoração do dia do nascimento do Menino-Deus, além de ser um fato impactante, despertou a sensibilidade das pessoas com a oferta de um novo alento em suas vidas e a Igreja não ficou restrita à condenação das festas pagãs e à proibição às pessoas de participarem delas.

Como é do conhecimento de todo cristão, indiferentemente quanto à data designada para sua comemoração com o glamour que lhe é devido, o real significado do Natal é a celebração do nascimento do Salvador, que veio à Terra, na forma de homem, para redimir todas as pessoas do pecado por desobediência de Adão e Eva, quando perderam sua pureza e quebraram o elo que os ligava a Deus. Para recuperar Sua relação íntima com seus filhos, Ele mandou Jesus para pagar com Seu sangue todos os nossos pecados.

Jarbas W. Avelar 
Advogado e Escritor 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Crônicas de Dr. Jarbas Avelar









18 de OUTUBRO - DIA do MÉDICO    

Ao fixar o dia 18 de outubro para a comemoração do Dia do Médico, o propósito foi  homenagear São Lucas, um dos quatro evangelistas do Novo Testamento da Bíblia e um dos discípulo do apóstolo Paulo. Ele foi nomeado padroeiro dos médicos, dos cirurgiões e dos artistas, por ter sido médico, escritor e talentoso pintor. Era chamado pelos cristãos orientais de “médico pintor” e é uma das figuras santas mais veneradas pelo cristianismo, nas doutrinas católica, anglicana, ortodoxa, luterana e protestante. 

Oração a São Lucas: “Glorioso São Lucas, que tivestes a graça de ser inspirado por Deus Altíssimo para escrever seu santo Evangelho, rogai por todos nós, para que sejamos sempre fiéis estudiosos das sagradas escrituras e confiantes seguidores de Cristo. Santo evangelista, intercedei por nós”.

Quinhentos anos antes do evangelista Lucas, a Medicina foi beneficiada pelo seu expoente maior, Hipócrates, no Século V a.C., há 2.500 anos, portanto. Filho de Médico, de quem recebeu os primeiros ensinamentos sobre a nobre profissão, até então tida como arte. Sua formação foi complementada com estudos de Retórica e Filosofia. Hipócrates deu impulso significativo para a mudança da concepção da Medicina, transformando-a em Ciência. Em virtude da sua brilhante atuação, por justiça e merecimento, foi contemplado com o título de “Pai da Medicina”.

Dotado de predicados excepcionais, além do seu extraordinário espírito de observação e profunda dedicação ao trabalho, Hipócrates reuniu qualidades para, até hoje, ser  reverenciado pelos profissionais das Ciências Médicas, como Médico de grande expressão que foi. 

Com refinada perspicácia, ele estabeleceu a distinção entre sintomas, manifestações exteriores que denunciam a ocorrência de anomalias no organismo, e doenças, enfermidades. Sua ânsia era descobrir como se dava o funcionamento do corpo humano, levando em conta a influência do meio ambiente e da alimentação. É da sua lavra o preceito "Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio", síntese do seu sublime e elevado grau de altruísmo.  

Hipócrates elaborou e cumpriu rigoroso Código de Ética, cujos princípios estão contidos no juramento que todo médico faz, ao se formar: 

"Prometo que, ao exercer a arte de curar, me mostrarei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir esse juramento com fidelidade, goze eu a minha vida e minha arte boa reputação entre os homens e para sempre. Se dele me afastar ou infringi-lo, suceda-me o contrário.”
Jarbas W. Avelar
Advogado e Escritor

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Crônicas de Jarbas Avelar










DIA  DO  ADVOGADO       
                              

A convivência humana desenvolve regras no sentido de prevenir conflitos entre as pessoas, que são objeto de estudos e sua aplicação pelas Ciências do Direito. 

Encontrei similaridade entre as Ciências do Direito e as Ciências Médicas...

As Ciências Médicas, por exemplo, instituíram o princípio de que “não existe doença; o que existe é doente!”, fundamentado no fato de diante de uma epidemia em uma comunidade, o Médico não tira cópias da receita do primeiro paciente por ele examinado e as distribui aos demais enfermos, acometidos pela epidemia, porque o organismo de cada pessoa reage à enfermidade de conformidade com suas peculiaridades.

Pelas mesmas razões, o Advogado não tira cópias de petições de um processo e as usa em outros porque “cada causa é uma causa”, distintas umas das outras, fato este “sine qua non” que requer, exige e impõe a composição, a redação, a elaboração das petições, específicamente, para cada causa, de conformidade, também, com as peculiaridades, as nuances, o matiz de cada uma. 

Atendo-me especificamente às Ciências do Direito, constata-se nelas permanente evolução em que pese lenta sua cadência. Exemplo que me ocorre no momento é a Ciência da Vitimologia, ramo da Ciência do Direito Criminal, surgida como mera teoria, após a Segunda Guerra, que evoluiu, ganhou importância, vindo a ser mais uma Ciência do Direito com esta denominação, Ciência da Vitimologia.

A área desta nova Ciência é muito ampla, tendo como um de seus segmentos o estudo da personalidade da vítima e sua influência para a motivação e consumação de um delito. Exatamente em virtude desta particularidade, seu enfoque na pessoa da vítima, no estudo do seu mecanismo de defesa, seus atributos, pensamentos e atos repreensíveis, a Ciência da Vitimologia fixou como dogma o princípio de que “o autor de um delito e a vítima nem sempre estão em lados opostos”.

Vê-se que ela é uma Ciência analítica e crítica da vítima e terá fundamental atuação no deslinde das denúncias de assédio sexual e de estupro, que ganharam destaque na imprensa mundial, recentemente, oportunidade para o profissional do Direito, o Advogado, por em prática sua sagacidade, argúcia e seu discernimento ao defender os acusados. 

Este breve espectro desperta atenção para o profissional do Direito que  comemora no dia 11 de agosto, o Dia do Advogado, data da criação dos dois primeiros Cursos de Direito no Brasil; um na cidade de Olinda-Pe. e o outro na cidade de São Paulo-SP., por Decreto do Imperador Dom Pedro I, em 1827.

Ao se referir ao Advogado, a majestosa imagem do eminente Ruy Barbosa, patrono dos Advogados no Brasil, vem à tona...

Ruy Barbosa é a expressão máxima de pessoa dotada de inteligência privilegiada e de outros predicados enaltecedores, colocados por ele exclusivamente em favor do Mundo ao seu redor, tanto na sua vida pessoal, como na sua vida pública; foi Advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e vibrante orador, credor, pois, de incansáveis homenágens de todo cidadão brasileiro, Advogado ou não.

Ruy Barbosa foi um polímata - qualidade de quem tem conhecimentos profundos sobre várias Ciências; qualidade de quem tem domínio sobre o conhecimento humano. Nasceu em Salvador-Ba., em 5 de novembro de 1849 e faleceu em Petrópolis-RJ, em 1º de março de 1923; aos 74 anos de idade.  

É de sua autoria o preceito proferido no seu discurso, em São Paulo, quando patrono dos formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo São Francisco: 

“De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. 

(Texto extraído do livro “Processado por Homicídio” do autor Jarbas W. Avelar)   

Livre de vírus. www.avast.com.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018












ITUIUTABA

Principais fundadores de Ituiutaba: José da Silva Ramos e  seu concunhado Joaquim Antonio de Morais. Este avô de João Quirino de Morais, por sua vez tio e sogro de José Marciano de Morais. Chegaram à região, com suas famílias, em 1819, e fizeram a doação das terras do, então, Patrimônio da Capella de São José do Tijuco, hoje, município de Ituiutaba. Após a chegada do padre Antônio Dias Gouveia, em 1830, o povoado foi beneficiado com uma capela e o cemitério, dando origem do "Arraial São José do Rio Tijuco", pertencendo ao município de Prata. 

A Lei Estadual 319, de 16.9.1901 emancipou o município. Passou a chamar-se Vila Platina, substituído, em 1915, pelo nome atual, Ituiutaba. Municípios limítrofes: Gurinhatã, Ipiaçu, Capinópolis, Canápolis, Santa Vitória, Monte Alegre, Prata e Campina Verde. Distância de Belo Horizonte: 685 km.

Ituiutaba se transformou em cidade polo do Pontal do Triângulo Mineiro, sul de Goiás e Mato Grosso, banhada pelos rios Tijuco, Ribeirão São Lourenço, Córrego Sujo, Ribeirão São José e os rios da Prata e Paranaíba. Por estimativa do IBGE, em 2017, Ituiutaba tinha 104.526 habitantes. 

Seu período de grande crescimento econômico foi na segunda metade do século passado, de 1960 a 1980, mais ou menos, quando foi contemplada com o título “Capital do Arroz”, em virtude das suas mais de 160 indústrias de beneficiamento de arroz. Contudo, os empresários, de então, não se contentaram com a industrialização da monocultura do arroz; seu espírito empreendedor os levou a diversificar o parque industrial, com a implantação de indústrias algodoeiras, de óleo comestível, de macarrão, de balas, de refrigenrantes, de calçados, de móveis, de sabão e de papel. Sua arrojada vocação industrial orientou sua migração para indústrias de maior porte, cedendo espaço à Nestlé, Syngenta, Seeds, BP Biocombustíveis, Frigorífico JBS, Laticínio Canto de Minas, Laticínios Baduy. Estas duas últimas, genuinamente ituiutabanas. 

No ramo de supermercados, Ituiutaba atraiu o Bretas e empresários ituiutabanos criaram o Supra Supermercado, a rede Pontual Supermercados com cinco lojas, os supermercados Ferreira,  Guerreiro e outros de menor porte, e no ramo atacado/varejista, os supermercados Mart Minas e  Bahamas, este em fase de instalação, vieram atraídos pelo competitivo mercado consumidor local. 

Em função da sua performance, a cidade se tornou entreposto para o agronegócio na armazenagem de grãos produzidos no município e na região; arroz, algodão, milho, soja, sorgo, açucar, com capacidade armazenadora de 30.800 toneladas pela CASEMG, instalada às margens da Rodovia 365, em área de 200.000 m²., e pela empresa privada ituiutabana Esteio Armazéns Gerais-Esteio Grãos, do conglomerado Esteio Rural, com capacidade de estocagem de grãos, a exemplo da CASEMG, com avançada tecnologia, armazenagem convencional de produtos diversos, em silos, pré-limpeza e limpeza de grãos e cereais; secagem mecânica; tratamento fitossanitário e pesagem de veículos.

A cidade, com seus 91 bairros, é aquinhoada com um shopping, o Pátio Cidade Ituiutaba, com 30 lojas, lanchonetes e 2 salas de cinema, em 3D, com galerias e conjuntos de lojas de alta costura por toda a cidade, que atraem consumidores da região, como a Carmen Steffens, na Rua 18 com Avenida 13, a Estação Fitness, na Rua 18 com Av. 15, e confecções de aprimorada qualidade como a Casa do Uniforme, na Rua 18, com Avs. 13 e 15, nº 1.207.   

Contudo, sua marcante presença na prestação de serviços é consubstanciada na área da educação, oferecendo amplo leque de opções de cursos universitários, sendo gratuitos na UEMG-Universidade do Estado de Minas Gerais, com 13 cursos, na UFU-Universidade Federal de Uberlândia, Campus Ituiutaba, com 11 cursos, no IFTM-Instituto Federal do Triângulo Mineiro, e nas universidades particulares, a UNOPAR com 35 cursos e a FTM-Faculdade do Triângulo Mineiro. 

Na área de esportes e laser, a cidade conta com representantes nas modalidades Futebol, Rugby, Natação, Handebol, Lacrosse, entre outros. Está em fase de construção o novo estádio de Ituiutaba, com capacidade para 18 mil pessoas. Outras obras: o lago artificial e o centro turístico. 

Em face ao seu dinamismo, a cidade é servida por cinco emissoras de televisão: Integração - filiada à Globo, Vitoriosa - filiada ao SBT,  Paranaíba - filiada à Record, Band Triângulo - filiada à Bandeirantes e a Rede Vida de TV, e oito estações de rádio: Cancella FM, Cancella AM, Difusora FM, Difusora AM, Interativa FM, Globo AM, Favorita FM e Dimensão FM e dois jornais: Gazeta do Pontal e Folha da Região. 

Jarbas W. Avelar - Advogado e Escritor

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Crônicas de Whisner Fraga





EM NOME DO PAI   





Whisner Fraga é escritor. 
- Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba -

Vivíamos numa penúria danada, à base do feijão com arroz dia sim dia não, do tipo que brincam por aí: vendendo o almoço para comprar a janta. Não tanto por culpa nossa, pois tínhamos uma casinha alugada, o que nos garantia um bife de vez em quando. Só que o inquilino não pagava o aluguel há três meses e minha mãe, divorciada, não sabia mais o que fazer.

Ela já havia tentado um diálogo, mas a coisa empacara. O sujeito argumentava que não ia pagar o aluguel porque não. Boa justificativa ele trazia. Então, como um dos homens da casa, resolvi correr atrás e ligar para o sujeito, cobrando. Atendeu a filha do malandro, na maior calma do mundo, me perguntando o que eu desejava. Disse que queria falar com o pai dela. Qual o assunto? Respondi: É particular, só com ele mesmo. Ela rebateu: sendo assim, não vou chamá-lo. Claro que ela não falou com essas palavras, até porque seu português era bastante limitado. Mas foi mais ou menos isso.

Tive de adiantar o assunto: que ligava para cobrar três aluguéis atrasados. Então, a surpresa, ela começou a soltar uma série de impropérios, que iniciou assim: você sabe quem é meu pai? Eu e mais de metade da cidade sabíamos, pois ele era um político de carteirinha, mas não era por aí que conseguiria algo. Nas cidades pequenas, provincianas, isso acontece: uma família ganha fama, um sobrenome adquire importância, principalmente por estar ligado, em algum momento da história, a dinheiro e poder, e se utiliza disso sempre que pode.

O fato é que honestidade é honestidade e estavam querendo nos passar a perna e, ali, uma arrogantezinha me perguntava se eu sabia quem era seu pai. Eu brinco com meus amigos que a raça humana não merece nenhuma chance não, tinha de ir para o beleléu o mais urgentemente possível. A coisa mais linda do mundo é alguém em seu “leito de morte” percebendo o verdadeiro alcance de sua força.

Eu não sou vingativo, de vez em quando xingo alguém, me revolto, mas no mais das vezes adoro ficar calado no meu canto, observando a vaidade dos homens. Acho que dão muito valor a essas bobagens. O que é um sobrenome senão uma fantasia herdada independentemente da nossa vontade? Eu achei muito injusta aquela atitude, mas hoje sei que é a vida. Não à toa presenciamos constantemente o quanto ela vale hoje, essa vida, nas cenas de violência nos jornais nacionais por aí.

Não fui totalmente justo ao dizer que essa história de família é prioridade do interior. Nas capitais isso acontece também. Daí que, quando me perguntam por que tirei um sobrenome do meu nome artístico (meu nome completo é Whisner Fraga Mamede e meu nome artístico é Whisner Fraga), eu acho a pergunta tão despropositada, que nem sei o que responder. Foi só uma escolha sonora, se eu for ponderar. Mas imagino que se eu me chamasse João das Oliveiras, não faria diferença alguma e gostaria de ser lembrado pela minha luta cotidiana para me tornar um ser-humano digno e justo. E nisso, eu poderia me tornar até folclore. O resto seria até preferível que esquecessem.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Crônica de Dr. Rerivaldo Souza Marques

                         












          Palavras: pê por pê



                          (ATENÇÃO: Texto produzido com 750 palavras iniciadas com a letra “P”).
                                
Preliminarmente: peço permissão para palavrear.

Processo Penal. Partes pólo passivo. Protagonistas: Paulo Peralta Pontes Prado, por procuração: Procurador: Plínio Paranhos. Protásio Pacífico Pestana Pafúncio, por procuração: Procurador: Peterson Petrônio. Promotor Público: Pitágoras Prudente Perfeito.
Presidente processual: Pilatos Poderoso Paes Pereira Portela.
Pedrinho: Prova presencial, pedinte praça próxima Poder Público / Palácio.

Posterior preâmbulo, prefácio:
Peterson perguntou: Pedrinho, pedistes para participar? Pelo propósito prestar pronunciamentos pró-processo penal? Pois perquirir, perguntar: Prática para promotores, preclaros procuradores.
Porquanto, precisas participar?
Pedrinho prestativo ponderou: paciência parceiro, pois possuo projeto. Prosseguiu: pretendo presenciar, pois participando posso perfeitamente provocar pedido procedente para Protásio – pessoa pacata. Provavelmente, parar-lhe perseguição.
Portanto, pertinente projetar-me pelo plenário. Pretensão: permanecendo próximo púlpito, prova presente poderei persuadir Paulo para precipitar-se, perder pose, perder processo. Perspectiva plausível. Previu, profetizou, prometeu Pedrinho.

Peterson Petrônio perplexo, pensou, piscou, precavido perguntou: Podes, possivelmente pela palavra, presença, produzir provas produtivas, profícuas, para poupar Protásio Pacífico, portanto, punir Paulo Peralta?
___ Pasme Peterson! Pois posso. Presenciei. Possuo provas.
___ Peterson: puxa! Pedi por provas para: políticos, padres, profetas, pastores, professores, prostitutas. Pleiteei, procurei, persisti. Passei por percalços, peripécias; palmilhei passo por passo, percorri pelo planeta procurando provas. Porém, Pedrinho pobrezinho, pedintão, por perto. Prova presencial. Pensem: porventura Pedrinho produzirá provas preciosas para processo penal, poupando Protásio, pessoa pura? Punindo Paulo, pessoa perversa?
Permitido. Pedrinho pode participar processo penal. Puxa, providenciei prova presente, precisa para Protásio. Palavras proferidas por Peterson Petrônio.

Pedrinho penetrou-se permeio plenário, “pari passu”, postura: personalidade persistente, pertinaz, provocativa, polêmica.
Paulo – petulante, perverso, pilantra, perseguidor, paspalho, percebendo Pedrinho: prova presente, pôs-se pálido. Pensou pensamentos péssimos. Periclitante, Paulo precipitou-se pela porta pulando pelas poltronas, pisando papéis, porteiro, pessoas.
Policarpo, policial presenciando, prevendo pelo pior, propalou: Pare! Pare! Pegou Paulo pelo pescoço, passou-lhe pescotapa. Para polícia: pau pau, pedra pedra.
Pois Paulo pretendia partir, pirulitar-se. Porém, partida precipitada, proibida, perigosa, pretensiosa, prematura. Paulo partindo possibilitaria protelar, procrastinar processo. Porém, Paulo parou. Parou porque policiais prenderam-no. Policiamento positivo.
Pararam Paulo.  Policiais pegaram-no pelo ‘papo’. Pedrinho provoca Paulo, pronunciando: pipocou! Pipocou!

Promotoria Pública, pressionou, preconizando: Perdeu Paulo! Pois Pedrinho possui provas. Pedrinho presenciou!
Paulo percebendo-se praticamente perdido, providencialmente pugnou por pacto para Promotor Pitágoras permitir paralisação processo penal – parlamentando, pleiteou por piedade, perdão, paz. Pediu para paralisar processo. Proposta perdida, prejudicada.
 “Parquet” - pela perplexidade, pela prudência, por precaução, pensativo, pediu prazo para preparar parecer posteriormente. Protelada posição.  Prorrogação permitida.

Pilatos Poderoso Paes Pereira Portela presidente processo, permitiu prazo para partes processuais prestarem petitórios pendentes, por procedimento pragmático. Portanto, postergada prolação. Publicações providenciadas.

Passado prazo:
Pitágoras Prudente Perfeito, perspicaz Promotor Público, proferiu posicionamento. Para Paulo, pivô pendência penal, pelas peculiaridades pessoais, picardias, por periculosidade, pague preço pelas perfídias, pelas presepadas praticadas (provérbio português?), postulou penalidade... prisão. Porque perversidade precisa punição, punibilidade.
Porém para Protásio, proclamou: Protásio passou por problemas penais, pronunciado, processado pelas perseguições, petições pífias, prolixas, perversas, preparadas por Paulo. Portanto, Protásio perseverante, probo, pessoa pura, pode partir.

Procuradores prevenidos produziram, portanto, peças processuais:
Peterson Petrônio, procurador - peticionou propugnando pelo provimento para Protásio. Pediu para Protásio partir. Pleiteou prioridade processual possível.
Plínio Paranhos, procurador pela parte: Paulo - persistiu pedindo penhoradamente prescrição, perdão, paralisação processual.
Passado prazo previsto processualmente. Pedidos protocolizados. Processo perfeito, preparado - pronto para pronunciamento presidencial.

Pilatos Poderoso Paes Pereira Portela, presidindo processo penal, pacientemente pegou pente, penteou-se. Portando paletó preto/petróleo, pano passadinho. Pilatos, pontual, posudo, prolixo, perfeccionista, perfumado. Para prolatar posicionamento, procurou pesquisar plenamente pormenores, princípio probatório, portanto, perfez prolação.
Porém, primeiramente, por prece, pediu proteção para protetores, persignou-se pausadamente, prolatou:

“Positis”:
Pelos preceitos penais, pesquisei primórdios processuais, perscrutei provas presentes, portanto, proclamo: para Protásio, pessoa pura, polida, pacífica, posiciono-me: pode partir. Porém, Paulo precisa pagar pelo pretérito podre, promíscuo, pernicioso. Para Paulo, pessoa pérfida, pervertida, perseguidora, paranóica, perfil psicopata: prisão perpétua.
Publique-se!

Procurador Plínio, protestou:
Posicionamento “plus petita”, prejudicial para Paulo. Peço providências pelo Pretório.
Paulo pôs-se perturbado. Por pânico, pavor pipi percorreu pelas pernas, pés. Pediu pinico. Pós-perturbação: pasmo, pessimista, prostrado, parado - parecia petrificado. Pensou profundamente: Poxa! Perdi peleja, pendenga. Paulo partiu para provocação, praguejou: Pedrinho pirralho, peste, praga, parasita, plebeu, palhaço!

Policial plantonista, polivalente, previdente, propagou: Paulo, pro pau! Pra penitenciária! Pro pote! Preso patife!

Pedrinho por perto, produzindo piadas, pulando pronuncia: polícia prestativa, preparada, pronta para prender. Prendeu Paulo. Parabéns pelos préstimos prestados pro país. Pedrinho permaneceu provocando Paulo Peralta: prisioneiro, perrengou? Procure psicólogo, psiquiatra, pajé, papa. Pois, perdeu, perdeu!
Pedrinho prosseguiu: Prêmio! Protásio premiado pode partir para praia, pro piquenique, pro Projac, para Paris! Passaporte providenciado, passagens pagas. Porém Paulo... Parta pro... presídio, ‘pianinho’!
Porquanto, prisão perpétua? Protesto! Puts! Pouco, pouco. Pena pequena.

                                Autor: Rerivaldo de Souza Marques.


                                Advogado. Por três mandatos foi presidente da 44ª Subseção da OAB-MG. Conselheiro Seccional da OAB-MG e Membro do Órgão Especial da OAB-MG – 2007 a 2012. Recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Comenda e Medalha “Desembargador Hélio Costa” pela atuação como advogado. Especialista em Direito Processual Contemporâneo pela UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.
 
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