segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Crônicas da Maria Adelina






 











Paris, Paris, Paris!
Maria Adelina V. Cardoso e Gomes

Amo a paz, a alegria, a exuberância dos campos, dos jardins,
das flores de Minas Gerais.

O mistério das montanhas. O ruído suave das nascentes.

Não desejo as luzes de Nova York.
Nem a efervescência das ruas de Londres.

A sofisticação de Madri.

A inquietação da faixa de Gaza.

Permuto a calma dos campos. A serenidade dos jardins.

Os mistérios das montanhas de Minas Gerais,
pelo burburinho das vias de Montmartre,

Paris, Paris, Paris.

Crônicas da Maria Adelina















É ISSO QUE TE DEIXO.
Maria Adelina V. Cardoso e Gomes

Deixo as recordações do passado que insistem, perduram em mim.
Deixo-te minha poesia. Deixo-te alegria que consolidou
minha vida.
Deixo-te a força para vencer todos os momentos difíceis.
Deixo-te a relação efetiva, efusiva que sempre tive com as flores, o mar,o céu,as estrelas,os animais.
Deixo-te meus sonhos embalados em papéis cor-de-rosa.
Deixo-te a indignação diante das injustiças, e absurdos sociais praticados, calçados na folga do poder.
Deixo-te meu pesar ao ver o fútil sobrepondo o essencial.
Deixo-te minha incompreensão pelos abusos, violência, descasos, praticados contra a vida humana.
Deixo-te meu amor pela vida, em todos os meus momentos.
Deixo-te a fé resistente sem sombra de dúvida.
Deixo-te a inquietação para desvendar os mistérios, que cobrem o tempo e a vida.
Deixo-te a solidariedade que caminhou comigo, pelas ruas, sentindo a  mesma indignação.
Deixou-te  o  desejo de recuperação da convivência estreitada na troca sincera, intensa, leal.
Deixo-te a consciência clara, que a morte continua a vida.
É isso que te deixo.


sábado, 1 de fevereiro de 2014

- Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco - (1)

Seja leve, não revide, não gaste suas energias com doentes que não podem criar, ou sobrevivem regozijando-se nos fracassos alheios. Deixe que falem de você pelas costas, sempre falam, deixe que ironizem, que vociferem. Mantenha-se puro e esqueça-os, não se ocupe deles, assim se blinda. As pessoas sempre falam de quem tem sucesso em qualquer coisa. Ninguém vilipendia mendigo. (Ciberpajé)
*
Me disseram que hoje é o dia da saudade. Pois eu destituo a data de significado e instituo todos os dias do ano como DIAS DO AGORA! Uma data a se comemorar AGORA! (Ciberpajé)
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A noite sempre vem, o dia pode ser o mais luminoso, com uma luz fosfórica que nos cega por seu brilho incandescente, mas a noite sempre suplantará o brilho e trará a escuridão. Por isso viva seu dia, viva sua noite. Não queira transformar a sua existência em dias eternos, ou noites eternas. Flua serenamente e selvagemente entre as noites e os dias, pois chegará o momento em que não existirão mais os dias, nem as noites. (Ciberpajé)
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A mente quer o que imaginou, o coração quer o que é preciso.(Ciberpajé)
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A humanidade vive a doença grave da não aceitação de si, as pessoas elegem ídolos (famosos ou não) e passam a simulá-los, copiá-los, tentar ser como eles. NINGUÉM PODE SER COMO O OUTRO! Seja você mesmo, só assim algo de real pode surgir, ame-se, crie a partir de suas experiências. Viva a sua vida e esqueça a de outrem. Você é um fenômeno único no Cosmos, aproveite! (Ciberpajé)


Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG. Acadêmico da ALAMI, suas obras nas áreas de arte e tecnologia, performance, música, ilustrações e histórias em quadrinhos já receberam vários prêmios nacionais. 
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A real definição do "Homem" - Gladiston Jr

A real definição do "Homem" 

Pensem no absurdo disso! É como perguntar “Qual a função de um fósforo”? Os existencialistas estão cada vez mais certos. Mas a questão sobre ‘o que é ser homem’ hoje em dia possui diversas teorias. Mas vamos deixar de lado o lado profissional. Vamos focar no lado sentimental. Homem que chora, digo, o homem sensível é algo que as mulheres procuram? Então porque defini-los como gays? O homem pode chorar, assim como a mulher pode trocar um pneu de carro (pelo menos ela sabe e eu não). Ser homem nada mais é (em minha opinião) assumir responsabilidades, ter postura diante de qualquer situação e principalmente amar. Ah, o amor, que coisa gay para um homem falar disso. Se falar de amor é gay para um homem, assumo que sou gay. Se chorar ou demonstrar sentimentos por pessoas próximas é gay, então assumo que sou tal. Acho que essa é a parte de ser homem. Assumir isso ou aquilo sem ligar para opiniões alheias. Antes expulso do espaço da casa, o homem hoje está sendo expulso do próprio espaço social ao lhe ser subtraído o papel de provedor. Seu refúgio? A ilusão. Ao invés de produzir realidades passa a consumir imagens. Ao perder as disputas reais, busca outro espaço onde possa vencê-las. Seus heróis, nos filmes de ação lutam por ele, nas novelas transam por ele, e os robôs produzem por ele carros na fábrica onde ele trabalhava. Ao menos assim ainda se sente inserido na sociedade, e como ela é rica e poderosa por trás das telas e vitrines. Mas ele luta sim, ontem destruiu todos os bandidos no videogame, transa pelo disque-sexo e pela Internet, e algum dia ainda vai comprar aquele carro fantástico quando ganhar na sena. Ao perder a sua força real, o homem de hoje retoca a sua imagem para não perder a pose; malha, mas hoje seus músculos não mais constroem, só servem para ele se exibir. Vive em um espaço tão virtual quanto o H de Homem. Toda via, homem que é homem assume que está apaixonado… assume que está feliz… assume que ama outro homem. Existem muitos homossexuais mais homens (e quem disse que não são?) que os que dizem serem tais. Então, a real definição do homem persiste em ser Homem. E se você discorda de todas as minhas palavras, seja homem suficiente para expressar sua opinião.

Crônicas Maria Adelina



 







 


HAVERÁ SEMPRE
Maria Adelina Vieira Cardoso e Gomes 
www.cronicatijucana.blogspot.com.br

Haverá sempre tempo para nascer, morrer, renascer.
Haverá sempre trevas interceptando a luz.
Haverá ódio no encalço do amor.
Guerras, desavenças, incompreensões para levarem o sossego embora,
ainda que a paz insiste permanecer.
Haverá sempre choro e riso, como  partes intrínsecas dessa vida.
Haverá decepções para socorrer.
Haverá sempre oponentes contundentes, para iludir, confundir, para fazer desistir do céu, da terra, do  óbvio caminho.
Haverá sempre tempo para nascer, morrer, renascer...
A vida na sua eterna eternidade questionada, apresentará sempre novos rumos, novos caminhos,
descaminhos, desafios para vencer.
 
Maria Adelina Vieira Cardoso e Gomes
manhã segunda feira - janeiro 2014
 
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